segunda-feira, 9 de junho de 2014

Berlim - Gemaldegalerie



A colecção da Gemadegalerie é excepcional na qualidade das suas pinturas. As suas obras foram escolhidas por especialistas que a partir dos finais do século XVIII compraram pinturas representativas de todas as grandes escolas europeias. Originalmente parte da colecção do Altes Museum, as pinturas tornaram-se uma colecção independente em 1904, quando foram transferidas para o actual Bodemuseum, Após a divisão de Berlim em 1945, parte da colecção ficou no Bodemuseum enquanto que a maioria passou para o Dahlem Museum. Após a Reunificação, e com a construção de um novo edifício como parte do Kulturforum, esta colecção única foi finalmente reunida.

Algumas das pinturas que se podem ver:




Nossa Senhora com o Menino – (c. 1477) um tema frequente em Sandro Botticelli. Nossa Senhora e O Menino estão rodeados de anjos que cantam e seguram lérios, símbolo da pureza.







Nascimento de Cristo – (c. 1480) Este belo quadro religioso uma das poucas pinturas em painéis de Martin Schongauer que chegaram aos nossos dias.




Retrato de Hieronymus Holzschuher (1529) Albrecht Durer pintou este retrato do seu amigo, presidente da Câmara Municipal da Nuremberga.






Provérbios Holandeses – (1559) Pieter Brueghel conseguiu ilustrar mais de 100 provérbios nesta pintura.




Retrato de Hendrickje Stoffels – ( 1656- 1657) Este retrato da amante de Rembrandt, pintado pelo próprio é típico da obra deste pintor na forma como se centra no motivo e ignora tudo o resto.








Amor no teatro Francês – Este quadro forma um par com outro denominado Amor em Teatro Italiano. Ambos são obras do pintor francês Jean-Antoine Watteau (1684 -1721)




Copo de Vinho (c. 1658 – 1661) Este quadro de composição cuidada de Jan Vermeer, representa um casal jovem a beber vinho e alude veladamente à relação que começa a desenvolver-se.








Cupido Vitorioso – (1602) Inspirado pela expressão Omnia Vinit Amor de Virgílio, Caravaggio pintou um deus brincalhão a pisar os símbolos da fama, saber, cultura e poder.




Horário:
Terças, Quartas, Sábados e Domingos das 10h às 18h
Quintas das 10h às 22h
Encerra às Segundas

Saídas de Metro:
Potsdamer Platz
ou
Mendelssohn-Bartholdy- Park

sábado, 7 de junho de 2014

Amesterdão - Rijksmuseum


O Rijksmuseum  é um marco de Amesterdão e possuí uma inigualável colecção de arte holandesa iniciada nos princípios do Século XIX. O museu em estilo neo-gótico foi inaugurado em 1885 provocando as críticas da comunidade protestaste. O edifício principal esteve a ser extensamente restaurado até 2008. No entanto, as atracções da Idade do Ouro estão expostas na Ala Philips durante este período.
A fachada gótica de tijolo vermelho do edifício de Cuypers tem uma decoração rica com azulejos coloridos.
O Museu actual esteve a sofrer a maior remodelação de sempre. Enquanto o edifício principal foi renovado as atracções da Idade do Ouro Ala Philips, sob a designação de As obras-primas. Há mais de 400 obras expostas.

A Ronda da Noite (1642) - Peça principal da arte holandesa do séc. XVII esta grande tela foi encomendada como retrato de grupo de uma companhia militar de Amesterdão.

Santa Catarina (c. 1465) - Nesta escultura do Mestre de Koudewater a santa espezinha o imperador Maxêncio, a quem é imputado o ser martírio.

Paisagem de Inverno com Patinadores (1618) - O pintor mudo Hendrick Avercamp especializou-se em cenas de Inverno.

A Leiteira (1658) - O pormenor da luz que entra pela janela e a Tranquilidade desta cena doméstica são típicos de Johannes Vermeer.

A Inundação de Santa Isabel (1500) - um artista desconhecido pintou este retábulo que mostra uma inundação em 1421. Os diques que protegem Dordechot abriram brechas varridas pela água.

Horário:
Das 9h às 18h diariamente

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Amesterdão - Bloemenmarkt



No Singel, a oeste de Muntplein, o mercado de flores é o ultimo mercado flutuante de Amesterdão.

No passado os jardineiros subiam o Amstel e atracavam aqui para vender flores e plantas directamente dos barcos.
Actualmente, as barcas encontram-se atracadas ao cais. As flores cortadas, os bolbos, as plantas ornamentais, os arbustos e os bonsais são magníficos.

Já mesmo visitando é que se percebe a beleza deste fantástico mercado.

Horário:
Das 9h 30m às 17h diáriamente

Eléctricos nº 1, 2, 4, 5, 9, 14, 16, 24, 25

Não tem metro nesta área.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Amesterdão - Niewe Kerk


Datada do Século XIV, a segunda igreja paroquial de Amesterdão foi construída quando a Oude Kerk se tornou demasiado pequena.  Durante a sua atribulada história, foi destruída pelo fogo, e reconstruída várias vezes. Saqueada após a Alteração, atingiu a dimensão actual por volta de 1650. A partir de 1814 todos os monarcas holandeses foram aqui coroados. Agora é também um centro comercial.

O Novo Stadhuis, Praça Dam – Jan Van de Heyden (1637-1712) representou a Nieuwe Kerk, na esquina da Praça Dam, em segundo plano nesta pintura do actual Koninklijk Paleis, o então recentemente terminado Stadbuis.

Pode-se admirar nesta Basílica:
Grande Órgão – (1645) Querubins de madeira marmoreada ornamentam o Grande Órgão desenhado por Jacob Van Campen.
Querubins Dourados – os querubins suportam os cantos da abóbada de madeira do cruzamento do transepto.
Púlpito Esculpido – (1664) Albert Vinckenbrinck levou 15 anos a esculpir este púlpito muito requintado para uma igreja protestante holandesa.
Vitrais – Desenhado por Otto Mengelberg em 1989 o canto inferior direito do vitral da ala sul do transepto representa a Rainha Guilhermina na sua coroação.
Candelabro de Bronze – Durante o restauro após o incêndio de 1645, estes candelabros de três níveis foram pendurados no tecto da nave e dos transeptos.
Túmulo de Michiel de Ruyter (1607-76) – Na bside, este monumento de Rombout Verbulst presta homenagem ao almirante holandês morto na batalha naval de Messima contra os franceses.

Eléctricos números: 1, 2, 4, 5, 9, 13, 14, 16, 17, 24, 25


Não tem saída de metro

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Amesterdão - Oude Kerk



Antiga igreja, rodeada de lojas, cafés e casas antigas, continua a ser um lugar calmo no coração do agitado Bairro da Luz vermelha.
As origens de Oude Kerk datam dos princípios do século XIII quando uma Igreja de Madeira foi construída num cemitério sobre um banco de areia. A gótica do século XIV de uma igreja de nave única transforma-se numa basílica. Com a expansão, o edifício tornou-se local de reunião de mercadores e refúgio dos pobres. As pinturas e o santuário foram destruídos após a Alteração em 1578 mas o tecto dourado e os vitrais foram poupados. O Grande Órgão foi acrescentado em 1724 e o interior pouco mudou desde então.

Pode-se admirar nesta Basílica:
Grande Órgão – Esta obra em carvalho de Christian Vater ornamentado com figuras bíblicas tem oito foles e 54 tubos dourados.
Tecto Dourado – As pinturas das abóbadas do século XV têm um fundo dourado, camuflado de azul em 1755 e revelado 1955.

Capela de Nossa Senhora – A morte da Virgem Maria de Dirk Crabeth é um dos três vitrais restaurados da Capela de Nossa Senhora.
A Porta Vermelha – O lintel desta porta de entrada para a sacristia tem a seguinte inscrição: ”Casamento à pressa arrependimento certo.”
Pilares Decorativos – os pilares decorativos originais formavam nichos que abrigavam estátuas dos Apóstolos destruídas pelos iconoclastas em 1578.
O Túmulo do almirante Abraham Van der Hulst (1619-66)
Túmulo do Almirante Jocob Van keemskerk (1567-1607)
Túmulo de Saskia, primeira mulher de Rembrandt. 

Horário:
Das 11h às 17h diariamente ao Domingo a partir das 13h até às 17h
Missa às 11h no Domingo.

Eléctricos: 4, 9, 16, 24 e 25
Não tem metro nas proximidades.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Amesterdão - Joods Historich Museum


Inaugurado em 1987, o museu ocupa quatro sinagogas construídas nos séculos XVII e XVIII pelos judeus de Ashkenazi. Estes locais de culto eram muito importantes na vida dos judeus em Amesterdão até à devastação da Segunda Guerra Mundial. No Início da década de 80 foram restauradas e ligadas por passagens interiores. As exposições de arte e artefactos religiosos descrevem a cultura judaica e a história do judaísmo na Holanda.
Grote Synagoge, desenhada por Elias Bouman. A Arca original foi oferecida à sinagoga pelo rabi Abraham Auerbach em 1671. A entrada neoclássica foi acrescentada durante os restauros de 1822-1823.
Em 2006 foi acrescentada uma sala de ambiente controlado sob a Nieuwe Synagoge. As espantosas pinturas a guache de Charlotte Salomon são aqui expostas regularmente.
Os Judeus em Amesterdão, o primeiro judeu a obter a cidadania holandesa em 1597, pertencia a comunidade sefardita portuguesa. Vindos do Leste da Europa, os judeus Ashkenazi chegaram a Amesterdão mais tarde, por volta de 1630. No século XIX, com o Sionismo, a identidade judaica reemergiu, mas a ocupação nazi dizimou a comunidade. 



A estrela de David era usada pelos Judeus durante a ocupação nazi.
Guia do Museu
As exposições temporárias estão no Nieuwe Synagoge. A Grote Synagoge alberga uma colecção permanente que ilustra a religião, a cultura e a história dos judeus nos Países Baixos. A importância que o museu dá às crianças é ilustrada pelo Children’s Museum e por eventos infantis.
Pode-se ver no museu o Candelabro Hanukah, no Hanukah – O festival das luzes – são usados nas sinagogas candelabros de nove braços. Candelabros idênticos marcam o início do sabbath judaico todas as sextas-feiras à tarde.
Também se pode ver no museu o livro de Orações das Festividades, oferecido à comunidade judaica de Amesterdão pelo impressor Uri Phoebus Há-Levi em 1669, este Livro de Orações das Festividades foi um dos poucos a sobreviver ao final da Idade Média.
Ainda se pode admirar neste museu o Manto de Tora, esta cobertura de Tora bordada a ouro e prata datada do século XVIII, era usada pelos judeus da comunidade sefardita portuguesa em Amesterdão.

Horário:
Das 11h às 17h diariamente

Saída de Metro:
Waterloopein

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Amesterdão - Bairro da Luz Vermelha




Por vezes denominado Wallejes (as pequenas paredes) mas mais conhecido pelo nome de Bairro da Luz Vermelha por causa da luz vermelha que ilumina as vitrinas onde se expõem, de dia e de noite, num cenário quase sempre naif as prostitutas de Amesterdão, este bairro concentra-se em volta de Oude Kerk, mas estende-se até Warmoesstraat a oeste, Zeedijk ao norte, Klovenierburgwal a leste e Damstraat a sul.
A prostituição em Amesterdão data do Século XIII quando a cidade evoluiu como porto. A regulamentação da prostituição, florescente num porto onde abundavam marinheiros solitários, é uma velha tradição nas capital dos Países Baixos. Em 1478, as prostitutas apanhadas fora das zonas determinadas eram levadas para o bairro ao som de flautas e tambores.
Um século após a Alteração os Calvinistas tentaram interditar este comércio, mas a partir da segunda metade do século XVII foi novamente tolerado. Em 1850, Amesterdão tinha uma população de 200 000 habitantes e mais de 200 bordéis, alguns muito luxuosos como Chez Madame Traese.
Actualmente o Bairro é uma rede de ruas onde sex-shops, bares e vitrinas se intercalam. Apesar de uma forte presença policial é melhor evitar os passeios nocturnos nas ruelas mais escuras, frequentadas por traficantes de droga e carteiristas. De dia, os visitantes criam um ambiente animado e alegre. Destacam-se alguns cafés, bares e restaurantes interessantes e as bonitas casas de canal.



Para chegar ao local têm os eléctricos nº 4, 9, 14, 16, 24 e 35