sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Curiosidades de Portugal 5 - Charola do Convento de Cristo em Tomar


A Charola do Convento de Cristo, célebre por ser, na sua origem, um dos mais extraordinários exemplos da arquitectura templária, pertence à campanha de obras românica e gótica, dos séculos XII e XIII. Trata-se de um edifício poligonal, com oito faces no tambor central, desdobradas em dezasseis faces no exterior, que pretende reproduzir idênticos edifícios de planta centralizada, conhecidos dos templários e inspirados na Igreja do Santo Sepulcro de Jerusalém. Concluída no século XII, possuía porta a nascente que se manteve em funcionamento até à reforma manuelina. Sob o impulso do Infante D. Henrique, quando este foi governador da Ordem de Cristo, 1420 – 1460, procedeu-se à primeira alteração do edifício, com abertura de dois tramos a poente, de modo a instalar-se aí o coro e a tribuna. Desta época datará também o tubo de órgão de madeira e couro, ainda visível na parede norte da Charola. A maior campanha de obras é promovida mais tarde por D. Manuel I, entre 1495 e 1521, durante a qual se rasgam completamente dois, dos dezasseis tramos da parede externa, abrindo o espaço a Ocidente, através do grande arco triunfal que unirá este espaço à nova igreja manuelina. È desta época, também, o programa decorativo que acentua a riqueza do local. O enriquecimento do programa iconográfico da Charola, transformada em capela-mor da nova igreja, incluiu escultura, pintura sobre madeira e sobre couro, pintura mural e estuques. Particularmente importante foi a descoberta, nos nossos dias, de pinturas contemporâneas de D. Manuel I, (1510 – 1518) que cobriam a abóbada do deambulatório, e que haviam sido recobertas de cal em época posterior. Foram removidas na campanha de obras para recuperação da Charola realizada no final dos anos 80 do século XX. A Charola é um conjunto espectacular, testemunho não só da arquitectura templária, como, também, exemplar magnífico do esplendor Manuelino constituindo motivo de visita obrigatória do Convento de Cristo.




Texto retirado da página online:

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Curiosidades de Portugal 4 - O mistério incrível dos subterrâneos de Sintra


Tal como a Serra da Arrábida, a serra de Sintra é oca no seu interior, formada por vários túneis e grandes galerias, construídos ao que se diz pelos Mouros e pelos Templários há cerca de oito séculos. Com efeito, quando D. Afonso Henriques tomou o Castelo dos Mouros situado no alto da serra próximo do Palácio da Pena ou do Graal, quando ali chegou já não se encontrava nenhum mouro pois todos se tinham evadido por uma passagem secreta na serra que vai dar a um de muitos lugares no sopé e outros que se estendem por vários kilómetros até ao mar. Tudo isto, aqui por baixo, tem subterrâneos. Um deles vai ligar ao Convento dos Capuchos, que fica a oito quilómetros daqui, e um outro desemboca perto da povoação de Rio de Mouro, mesmo junto ao ribeiro que passa naquela povoação, garante Abilio Duarte, guarda reformado em regime de voluntariado no Castelo quando interrogado a este respeito. Outras galerias descem pelo interior da montanha até ao Palácio da Vila de arquitectura moderna mas enigmática, tal como o Palácio da Pena no alto da serra, construido entre os séculos XIV - XV. Também a Quinta da Torre, mais conhecica por Qtª da Regaleira, próximo do Palácio dos Seteais, é outro local onde existem passagens subterrâneas que formam uma rede de túneis antigos, surgindo numa das grutas postas a descoberto uma imagem de pedra cor-de-rosa de um ser com aspecto feminino pisando um animal parecido com o mitológico dragão, só que exibindo certas formas humanas. Ainda na Quinta da Regaleira existe um poço iniciático com 30 metros de profundidade e 6 de largura com uma escada em caracol com 139 degraus apoiada em colunas. No fundo depara-se com mais passagens subterrâneas reforçando a ideia de que tanto buraco não teria sido aberto por acaso, alguns levando à Montanha da Lua que também liga à Serra de Montejunto a cerca de cinquenta quilómetros a Nordeste da Serra de Sintra. Curiosamente se diz o mesmo da Serra da Arrábida ligada interiormente à Serra de Sintra que dista a 50 Km mais ou menos. Dizem alguns teosofistas e ocultistas que a Montanha Sagrada pode ser uma das Cem Portas que dá acesso ao mítico Reino de Agharta no interior da Terra onde reside o “Rei do Mundo”. Helena P. Blavatsky, fundadora da Sociedade de Teosofia, falou desse país subterrâneo em 1888 na sua obra A Doutrina Secreta, mas foi alguns anos antes que a lenda ou história verídica de Agharta teve a sua maior divulgação junto do público com as obras insólitas de Saint-Yves d´Alveydre. O Reino de Agharta seria, então, uma cidade subterrânea e iniciática onde viveriam milhões de pessoas, talvez a equivalência do Reino do Prestes João da História de Portugal.

Texto retirado da Página Online:

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Curiosidades de Portugal 3 - O porque de lhe chamarem "Invicta"


Em 1111, D. Teresa, mãe do futuro primeiro rei de Portugal, concedeu ao bispo D. Hugo o couto do Porto. Das armas da cidade faz parte a imagem de Nossa Senhora. Daí o facto de o Porto ser também conhecido por “cidade da Virgem”, epítetos a que se devem juntar os de Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta, que lhe foram sendo atribuídos ao longo dos séculos e na sequência de feitos valorosos dos seus habitantes, e que foram ratificados por decreto de D. Maria II de Portugal. Desempenhou um papel fundamental na defesa dos ideais do liberalismo nas batalhas do século XIX. Aliás, a coragem com que suportou o cerco das tropas miguelistas durante a guerra civil de 1832-34 e os feitos valerosos cometidos pelos seus habitantes — o famoso Cerco do Porto — valeram-lhe mesmo a atribuição, pela rainha D. Maria II, do título — único entre as demais cidades de Portugal — de Invicta Cidade do Porto (ainda hoje presente no listel das suas armas), donde o epíteto com que é frequentemente mencionada por antonomásia - a «Invicta».

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Curiosidades de Portugal 2 - Biblioteca Joanina de Coimbra considerada a mais espectacular do mundo


A Biblioteca Joanina é uma biblioteca do século XVIII situada no Palácio das Escolas da Universidade de Coimbra, no pátio da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Apresenta um estilo marcadamente rococó, sendo reconhecida com uma das mais originais e espectaculares bibliotecas barrocas europeias. Além de local de pesquisa de muitos estudiosos, o espaço é ainda frequentemente utilizado para concertos, exposições e outras manifestações culturais. Em 2013 o jornal britânico The Telegraph, considerou a Biblioteca Joanina como a mais espectacular do mundo. A sua construção começou no ano de 1717, no exterior do primitivo perímetro islâmico, sobre o antigo cárcere do Paço Real, com o objectivo de albergar a biblioteca universitária de Coimbra, e foi concluída em 1728. Apesar de ter sido construída no seguimento do projecto régio de reforma dos estudos universitários (consequência da difusão das correntes iluministas em Portugal), a Biblioteca Joanina é reconhecida como uma das mais originais e espectaculares bibliotecas barrocas europeias. O mestre de obras foi João Carvalho Ferreira. A decoração pintada só foi realizada alguns anos mais tarde, já nas vésperas da Reforma Pombalina: os frescos dos tectos e cimalhas foram executados por António Simões Ribeiro, pintor, e Vicente Nunes, dourador. O grande retrato do Rei é atribuído ao italiano Domenico Duprà e a pintura e douradura das estantes foi realizada por Manuel da Silva. O mobiliário, em madeiras exóticas, brasileiras e orientais, foi executado pelo entalhador Francesco Gualdini. Exteriormente assemelha-se a um vasto paralelepípedo, onde se salienta o portal nobre, de estilo barroco, encimado por um grande escudo nacional do tempo do monarca que a mandou construir: D. João V. Interiormente compõe-se de três salas que comunicam entre si através de arcos idênticos ao portal e integralmente revestidos de estantes, decorados a motivos chineses (na primeira sala em contraste ouro sobre fundo verde, na segunda, ouro sobre fundo vermelho e na última ouro sobre fundo negro). Toda a sua arquitectura envolve um retrato de D. João V que, colocado na parede do topo do edifício, na última sala, funciona como ponto de fuga da biblioteca da Universidade de Coimbra, também chamada, noutros tempos, Casa da Livraria. A nave central da Joanina faz com que a sua estrutura se assemelhe à de uma capela, em que o retrato de D. João V ocupa o lugar do altar. A dourada moldura da tela imita uma cortina, que se abre para exibir, numa esplendorosa composição alegórica, o rei.


Texto retirado da página Online:

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Curiosidades de Portugal 1 - Portugal tem a biblioteca mais bonita do mundo


A biblioteca do Palácio Nacional de Mafra é considerada a mais bela do mundo pelo conhecido portal norte-americano Book Riot, dedicado exclusivamente aos livros. Depois de eleger a Livraria Lello, no Porto, como a mais bonita do planeta, Portugal volta a conquistar os EUA com a incrível biblioteca escondida no interior deste monumento nacional. É encantadora, lê-se. E o que a torna ainda mais impressionante são as técnicas com que é feita a preservação dos livros e como os protegem de serem danificados por insetos. Há 500 morcegos dentro daquela biblioteca. Durante o dia, estes ficam guardados dentro de caixas, mas à noite são libertados para se alimentarem dos insetos que por ali andam. Ao todo, chegam a comer o dobro do seu próprio peso em insetos, havendo também lendas de ratazanas gigantes que, à noite, saem da biblioteca por um túnel subterrâneo que a liga a uma zona pesqueira nas imediações. Destaque também para o magnífico chão coberto de mosaicos em rosa, cinzento e mármore branco e para as estantes, todas elas num estilo Rococo, dispostas ao longo das paredes laterais, separadas por uma varanda com corrimão em madeira. Estas últimas contêm mais de 35.000 volumes, com capas forradas a couro, incluindo algumas das maiores jóias bibliográficas.



Texto retirado da página online:

domingo, 5 de outubro de 2014

Actualização

Por diversos motivos não tenho actualizado o blog, mas espero que isso não volte a acontecer!
Nos próximos tempos irei apenas reproduzir uns textos que encontrei na internet que achei muito interessantes, não posso dizer se a fonte é ou não fiável no entanto parece ser.
Todos os textos e fotografias não serão meus e serão identificadas as páginas de onde foram retirados.
Penso que é muito interessante tudo aquilo que encontrei e penso que irão mesmo apreciar.
Chamarei a esta rubrica de textos históricos curiosidades de Portugal.

bjokas

Ana


sábado, 4 de outubro de 2014

Amesterdão - Stedelik Museum


O Stedelik Museum foi construído para abrigar a colecção pessoal de Sophia de bruyn legada à cidade em 1890. Em 1938, o museu passou a ser o museu nacional de arte moderna. 

O edifício neo-renascentista foi desenhado por A. W. Weissman (1858-1923) em 1895. A fachada é ornamentada com torretas, espigões e nichos que contêm estátuas de artistas e arquitectos. O interior é ultramoderno. O museu sofreu obras de renovação entre 2004 e 2008.

Podem-se ver obras como:

Dançarina (1911) - Ernst Ludwig Kirchner (1880-1938) inspirou-se na arte primitiva das culturas africana e asiática e nas características naturais dos materiais usados.

Homem e Animais (1949) - Karel Appel (n.1921) era membro do curto movimento experimental Cobra. Uma figura humana, um cão, um peixe e uma criatura mitológica estão pintados em estilo naif.

Horário:
Diariamente das 10h às 18h